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Escorpiões preocupam autoridades de saúde após aumento de acidentes no DF; crianças estão entre as principais vítimas

O aumento no número de acidentes com escorpiões tem acendido um alerta no Distrito Federal. Dados divulgados pela Secretaria de Saúde apontam crescimento nas ocorrências em 2026, com mais de 2,2 mil casos registrados até o início de julho, número superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado. Além do aumento das notificações, também houve crescimento dos casos graves, principalmente entre crianças.

Especialistas explicam que o escorpião-amarelo, considerado a espécie mais perigosa encontrada na região, é responsável pela maioria dos acidentes. O veneno pode provocar dor intensa, vômitos, suor excessivo, alterações na pressão arterial, dificuldade para respirar e, em casos mais graves, levar à insuficiência cardíaca ou respiratória. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas são os grupos mais vulneráveis às complicações.

Os acidentes têm ocorrido principalmente dentro das próprias residências. Os animais costumam se esconder em sapatos, roupas, toalhas, caixas, pilhas de madeira, entulhos, ralos, tubulações e locais escuros e úmidos. Com a aproximação do período de reprodução, entre agosto e setembro, especialistas alertam que a incidência tende a aumentar ainda mais.

A orientação das autoridades é que a população adote medidas simples de prevenção, como manter quintais limpos, eliminar entulhos, vedar frestas, instalar telas ou tampas em ralos, controlar a presença de baratas — principal alimento dos escorpiões — e sempre sacudir roupas, toalhas e calçados antes de utilizá-los. Essas ações reduzem significativamente o risco de acidentes.

Em caso de picada, a recomendação é lavar o local apenas com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve fazer torniquete, cortar, espremer ou tentar sugar o veneno. Se possível e sem colocar a própria segurança em risco, uma fotografia do animal pode auxiliar na identificação da espécie durante o atendimento.

O Distrito Federal conta com hospitais de referência que disponibilizam soro antiescorpiônico para os casos moderados e graves. O tratamento precoce é fundamental para evitar complicações e aumentar as chances de recuperação, especialmente em crianças, que podem evoluir rapidamente para quadros graves.

As autoridades reforçam que, ao encontrar escorpiões em residências ou terrenos, a população deve evitar o contato direto e acionar a Vigilância Ambiental para que seja realizada a inspeção e a remoção adequada dos animais. A prevenção continua sendo a principal forma de reduzir os acidentes e proteger a população.

André Angelo

Gestor público, servidor na Secretaria de Estado Saúde do DF, líder comunitário.

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