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CLDF discutirá em audiência pública: Renegociação de dividas com o BRB

Uma grande parte dos servidores públicos do GDF estão endividados com o BRB

Os servidores públicos do Governo do Distrito Federal (GDF) desempenham um papel fundamental na prestação de serviços essenciais à população. No entanto, uma realidade preocupante tem afetado boa parte desses profissionais: o alto endividamento com o Banco de Brasília (BRB).

O BRB é a instituição financeira responsável pelo gerenciamento da folha de pagamento dos servidores públicos do GDF. Por meio de empréstimos consignados, muitos funcionários têm buscado soluções para suprir suas necessidades financeiras, como pagamento de dívidas, despesas médicas e até mesmo a realização de sonhos pessoais.

No entanto, a facilidade de acesso ao crédito muitas vezes tem levado esses servidores a uma situação de super endividamento. As taxas de juros altas e o comprometimento excessivo da renda mensal têm gerado dificuldades financeiras significativas, levando a um ciclo vicioso de empréstimos para cobrir despesas básicas.

Recentemente foi aprovado pela CLDF a LEI 7.239/2023, a lei dos super endividados, que estabelece o crédito responsável e assegura a garantia do mínimo existencial para os endividados do Distrito Federal. O texto determina que as instituições financeiras limitem a oferta de crédito para não comprometer o orçamento ou segurança financeira do cidadão. Porém, os servidores endividados estão encontrando dificuldades para renegociar suas dividas com o banco.

No dia 10/10 às 19h, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, haverá uma audiência publica para tratar do tema.

Segundo a presidente da Associação dos Endividados do GDF, Elied Barbosa.

Mais de 60% dos servidores do GDF estão endividados. Cerca de 45% estão super endividados e, 25% destes, estão ficando sem salário nenhum, pois fica todo no banco.
Os servidores precisam participar desta audiência porque é a oportunidade de cobrar o cumprimento da Lei 7239 e encontrar mecanismos legais que obriguem o BRB a cumpri-la.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos e Auxiliares em Saúde Bucal do Distrito Federal – SINTTASB/DF, Solange Bezera, discorre

Poder sustentar sua família é o princípio básico de dignidade para um trabalhador, por isso, o trabalhador precisa participar dessa discussão.

A audiência foi proposta pela deputa distrital Paula Belmonte,

Essa discussão não é somente minha, da deputada Paula Belmonte, mas, de todos os parlamentares, cuidar do servidores públicos de Brasília é também cuidar de toda a população do DF.

“Para uma pessoa chegar ao super endividamento há vários motivos e a maioria é por problemas familiares como desemprego do(a) cônjuge, doenças, custos com advogados, apoio a filhos e etc. Aliado a esses fatores tem ainda a defasagem salarial. A grande maioria dos servidores do DF, ganham abaixo de 05 salários mínimos e tem que arcar com um dos custos de vida mais alto do país. Logo, a questão do cumprimento da Lei 7239/2023 é urgente e necessária. Todavia, implementar uma mesa de negociação para promover a recomposição salarial desses servidores também é medida que se impõe. Isso é valorização e dignidade !”, declara Silene da Saúde, da Comissão pela Valorização da carreira GAPS e da ASPSES-DF

André Angelo

Gestor público, servidor na Secretaria de Estado Saúde do DF, líder comunitário.

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  • Acho que esse é um sonho para todos os endividados! Já tenho mais de quarenta anos de serviço e não consigo me aposentar. O pouco que recebo seria nada, se me aposentasse. Espero sinceramente, que nos ajudem! Estamos sendo massacrados pelos juros do BRB!

  • Acabo de aposentar da SEE,mais estou muito preocupada com a minha vida financeira que já está um caos devido as constantes renegociações no BRB.
    Ficarei sem nada de salário até o término dos empréstimos,pois perdemos até o auxílio alime.tacao quando aposentamos.

  • Fazer o BRB cumprir a lei 7239 aprovada na câmara legislativa é sobretudo uma questão insegurança jurídica. Lei se cumpre, ou para o BRB é diferente?

  • Entrei como superindividada mas foi a pior coisa que fiz! Nenhum dos bancos não fizeram acordo! Inclusive o BRB que não acata ordem de magistrado e nem lei Distrital!! So queria que o BRB aumentasse o tempo de descobto e diminuisse a parcela do emprestimo que esta em conta corrente!! Nem isso consegui!! Esse banco me deixou sem paganto por varios mesees,tudo que entrava na minha conta ele pegava e ainda ficava um saldo provisionado! Ate tentei suicidio,!! Não é que eu não queira pagar,que não seja do jeito que eles querem descontar,deixando a gente sem salario!! Nem as necessides básicas não estou conseguido suprir como alimentação e moradia!!Meu apelo; Nos ajude!!

  • Estou sem salário à três meses…Sem alimentos, sem remédio, credores na minha porta.Eu tenho um Deus vivo na minha vida.Porque à vontade é de desaparecer.

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